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sábado, 12 de agosto de 2023

Preciso de Consolo

 Sou uma pessoa que ama histórias. Sendo neta e filha de quem sou, não seria difícil entender de onde vem esse gosto.

Já ouvi muitas, muitas histórias incríveis, a maioria dariam novelas, filmes, seriados de todos os gostos e tipos. As bíblicas são as que muito me encantam, nelas sempre aprendo algo para tentar redimir o meu pobre ser. Mensagens de esperança, redenção, salvação... essas são perfeitas... 

Poucas vezes fiquei sem respostas quando as busquei, frente as esperiências passadas de gente como eu, pois, sim, gosto de aprender com histórias de seres como eu.

Hoje, me vejo aqui, tentando compreender a trágica história de uma amiga querida. Não consigo entender nem uma vírgula o motivo pelo qual ela foi tirada de nós, nada irá responder as minhas indagações, nem as mais frenéticas, ativistas, inflamadas, sofridas hipóteses... Nada... nada... nada!!! Dói muito recordar o último abraço que nos demos a 6 dias atrás... Não encontro respostas e isso consome meu coração em tristeza.

Agora, resolvi não entender mais, vi que sou incapaz disso, o que eu preciso agora é de consolo, e pra isso, graças à Ele, tenho minha fonte.

Minhas lembranças maravilhosas com ela ficarão, é isso que quero...

 "o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!" Jó 1:21b




sábado, 28 de março de 2020

On God’s Hands



Em uma de nossas viagens em família, quando nossos filhos ainda eram bem pequenos, nos aventuramos em uma grande e maravilhosa ilha. Fred logo ganhou um novo amigo. Este era um nativo muito prestativo e percebemos, de imediato, as diferenças culturais entre nós e ele. Homem de um inglês bem difícil de entender e eu, de imediato, já me angustiei, porque além de não conseguir entender bem o inglês, e ter que treinar o ouvido para colocar minhas poucas aulas em prática, me deparei com um sotaque bem complicado para me dar alguma compreensão. Percebi que a cada visita que ele nos fazia, ele passava mais tempo conosco em conversas longas e animadas. Passei a entender algumas palavras e expressões que ele dizia, (eu como uma boa brasileira, filha de  paraibana com  mineiro, AMO expressões, e quem me conhece de perto sabe disso), mas de forma geral, quem passava o tempo todo com ele era meu esposo Fred. Depois que ele ia embora, eu me divertia com Fred me contando tudo que havia aprendido com aquele tempo, e ainda, revelava o motivo das risadas. Quem já conversou com um neozelandês e ainda maori, entende bem o sotaque deles e como é fácil se enganar com uma palavra simples sendo interpretanda em outra. Mas em um dia de visita, tudo em sua normalidade e muito aprendizado, o melhor ainda estava por vir. Em um dado momento ouvimos uma movimentação vindo da rua, fomos todos para fora e para minha surpresa, todos os vizinhos estavam na rua olhando para o céu. Eu e minha experiência zero de moradora de ilha, já fui abrindo minha grande boca em desespero e perguntando o que era aquilo que se formava no céu? Todos observando e falavam entre si com certa normalidade, sem desespero algum, e em total calma e esperando para ver se aquela coisa evoluía ou aumentava, ninguém respondia ao meu aparente desespero. De tanto eu insistir, uma mulher respondeu sem sotaque algum: CYCLONE! Não precisa nem falar que meu desespero saiu de 10 para 1000 em segundos. E eu, em português mesmo perguntava, como se eu estivesse em solo brasileiro: “E agora, pra onde corremos? ” A minha preocupação naquele momento era que estávamos em uma ilha e onde morávamos, se fôssemos de carro para qualquer direção, em cinco minutos chegávamos na água. “Basemente! Basemente!” Uma maori respondeu à pergunta, em inglês, de uma outra brasileira sobre onde deveríamos ir. Na minha cabeça veio a angústia linguística, o que será isso? Porão! O porão, a brasileira logo informou. No meio de tudo aquilo, vi meu esposo ao lado de nosso amigo maori, ambos calmos e olhando para o céu em uma conversa atenta. Corri até eles e meu esposo disse: Espera! Quase morri. Estava com um bebê de um ano e meio nos braços, uma garotinha de 5 anos agarrada em mim e eu ainda tinha que achar o porão da nossa casa que ainda eu nem sabia onde ficava, e ele me diz: Espera! O que me restava? Esperei, e em poucos instantes, a ponta de nuvem em formato de cone que descia do céu, se ergueu e se desfez. Todos voltaram para suas casas tranquilamente e eu tive que buscar ajuda à um copo d’água com açúcar para me acalmar. Entramos e meu esposo, ainda em uma conversa calma e tranquila com nosso amigo pergunta a ele: Amigo, qual o lugar mais seguro da ilha? Isso eu entendi porque o plugin do inglês havia voltado depois que o desespero havia ido embora. A resposta inusitada veio acompanhado de um assovio musicado: On God’s Hands, bro! ” Fred me contou, mais tarde, que no assunto anterior ao acontecido, eles estavam falando dos inúmeros vulcões na região que são inativos, desde o mar até a pouca faixa de terra se tem por lá. Imagine o impacto que aquelas palavras tiveram em meu coração? On God’s Hands, bro! ”
Sabe, daí em diante, a palavra SOBERANIA passou a ter um outro sentido para mim. Vivemos o tempo todo estimulados a produzirmos, ganharmos, sabermos, entre outros verbos, em proporções gigantescas e que sugam nossa paz, nosso tempo e tudo aquilo que realmente faz sentido para nós, como nossas famílias, nossa paz, nossa saúde. Nunca teremos dinheiro o suficiente para tudo que queremos, porque assim que conseguirmos isso, buscaremos mais, e mais, e quanto menos tempo tivermos para o que realmente importa, menos tempo teremos e nos distanciaremos do centro que nos dá equilíbrio na vida.
Viver na dependência de Deus nos distancia dos conceitos consumidores e mortais dessa terra. Viver nas mãos de Deus, é perder o controle da nossa vida. Caminhar segundo o caminho que Ele tem, pode ser um sinal, para muitos, de uma loucura, um fanatismo, mas ainda assim é onde sempre paramos e voltamos. Ninguém tem tempo nem dinheiro o suficiente para ter saúde quando a enfermidade bate em sua porta, ou o desespero ou a fé baterão nela também diante de uma situação assim. Quando a calamidade nos encontra e não sabemos para onde ir, a saída deve ser On God’s Hands, bro! ”
E para concluir tudo isso, em Eu e minhas coisas, fixo aqui palavras eternas que selam a minha fé.
10 pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.
11 Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão.
12 Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas.
13 Diante de Deus, que a tudo dá vida, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos fez a boa confissão, eu lhe recomendo:
14 Guarde este mandamento imaculado, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo,
15 a qual Deus fará se cumprir no seu devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores,
16 o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém.

1 Timóteo 6:10-16

Em adoração e gratidão eu digo, o melhor lugar para se estar é, realmente na MÃOS DE DEUS IRMÃO!

sexta-feira, 20 de março de 2020

O invisível


Dias esquisitos... acho muito ruim não fazer as coisas que eu sempre faço com naturalidade, pior ainda quando isso é impositivo. Alguém impôs que não posso sair de casa, não posso trabalhar, nem abraçar pessoas (e isso é mais difícil ainda). Sair se protegendo do que não se pode ver, se defender de algo invisível, mas totalmente nocivo e até mortal, traz desespero e incertezas.
Mando meus filhos ficarem quietos em casa e se distraírem para passar o tempo na internet, TV, vídeo game, séries... essas coisas que colocam crianças e adolescentes “quietinhos”; mas na verdade, a internet e TV tem me inquietado mais ainda com as piores informações sobre o “mal invisível” que temos que evitar. Muitas são as instruções, informações mais detalhadas do problema, e isso só piora dentro da minha cabeça, daí começo a enfrentar outro mal invisível, o medo. Esse sim, parece corroer a mente e coração. Começo a ter palpitações e me sinto tão insegura que não vejo outra solução que não seja me angustiar mais ainda e buscar saídas para amenizar os problemas que tudo isso pode gerar. Outra coisa que tenho recebido são vídeos e mensagens de ânimo e fé que tudo vai passar. Assim espero mesmo. Mas nada disso parece me consolar. Até que acordei um dia e percebi que a palavra fé era algo que eu não vinha praticando de fato, somente diante da minha inútil religiosidade é que eu vinha me recordando dela, e então percebi ali, parada, minha fonte de inspiração e “crença” na fé genuína. Minha bíblia estava exatamente onde a deixei a uma semana atrás. Depois de uma noite conturbada, sonhos péssimos, angustia que não me deixava concluir a noite inteira de sono por que meus medos me cercaram com minha imaginação terrivelmente fértil, resolvi levantar e me agarrei à minha fé genuína. Levantei para orar. Sim orei porque não vi nenhuma solução onde eu me encontrava. Resolvi, ao final de minha oração, ler as palavras eternas e sem procurar muito, saltaram diante de mim: “Vida e beneficência me concedeste e o teu cuidado guardou o meu espírito” e ainda “Vigiai em todo tempo, e orai para que sejais havidos por dignos de escapar de todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do Homem.” Daí dá pra imaginar como meu dia foi de perfeita paz e tranquilidade, só que não. As mensagens continuaram chegando e cada vez mais terríveis. Encaminhei aos amigos, familiares, orientações e cuidados importantes para nos protegermos mais do terrível mal que assombrava meu coração e parecia estar assombrando toda humanidade também. De repente, recebi como resposta de uma mensagem que enviei, uma linda canção de um sobrinho meu; canção esta que me reportou para o texto bíblico e me encheu de PAZ! O Pedro nem faz ideia de como a simplicidade dele e sua posição serena me levou ao melhor lugar onde um poderia estar, o lugar da adoração.
Adorar à Deus no meio da adversidade é algo que aprendi a muito tempo e por muitas vezes consegui exercer, mas dessa vez, está sendo especial! Adorá-Lo em todo tempo, é um exercício da minha fé. Percebi o quanto a adoração me fortalece, e isso não tem nada haver comigo ou com toda essa situação, e sim, tem a ver com quem Ele é e isso faz toda diferença entre os invisíveis. Ele (Deus), quem não posso ver, é maior que o mal que também não vejo, e mais, tem o controle de todas as coisas em suas mãos. Já sabia de tudo antes mesmo de acontecer e ainda, escreveu tudo isso para que Ele mesmo seja exaltado em mim e quero fazer isso através da minha adoração.