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sábado, 28 de março de 2020

On God’s Hands



Em uma de nossas viagens em família, quando nossos filhos ainda eram bem pequenos, nos aventuramos em uma grande e maravilhosa ilha. Fred logo ganhou um novo amigo. Este era um nativo muito prestativo e percebemos, de imediato, as diferenças culturais entre nós e ele. Homem de um inglês bem difícil de entender e eu, de imediato, já me angustiei, porque além de não conseguir entender bem o inglês, e ter que treinar o ouvido para colocar minhas poucas aulas em prática, me deparei com um sotaque bem complicado para me dar alguma compreensão. Percebi que a cada visita que ele nos fazia, ele passava mais tempo conosco em conversas longas e animadas. Passei a entender algumas palavras e expressões que ele dizia, (eu como uma boa brasileira, filha de  paraibana com  mineiro, AMO expressões, e quem me conhece de perto sabe disso), mas de forma geral, quem passava o tempo todo com ele era meu esposo Fred. Depois que ele ia embora, eu me divertia com Fred me contando tudo que havia aprendido com aquele tempo, e ainda, revelava o motivo das risadas. Quem já conversou com um neozelandês e ainda maori, entende bem o sotaque deles e como é fácil se enganar com uma palavra simples sendo interpretanda em outra. Mas em um dia de visita, tudo em sua normalidade e muito aprendizado, o melhor ainda estava por vir. Em um dado momento ouvimos uma movimentação vindo da rua, fomos todos para fora e para minha surpresa, todos os vizinhos estavam na rua olhando para o céu. Eu e minha experiência zero de moradora de ilha, já fui abrindo minha grande boca em desespero e perguntando o que era aquilo que se formava no céu? Todos observando e falavam entre si com certa normalidade, sem desespero algum, e em total calma e esperando para ver se aquela coisa evoluía ou aumentava, ninguém respondia ao meu aparente desespero. De tanto eu insistir, uma mulher respondeu sem sotaque algum: CYCLONE! Não precisa nem falar que meu desespero saiu de 10 para 1000 em segundos. E eu, em português mesmo perguntava, como se eu estivesse em solo brasileiro: “E agora, pra onde corremos? ” A minha preocupação naquele momento era que estávamos em uma ilha e onde morávamos, se fôssemos de carro para qualquer direção, em cinco minutos chegávamos na água. “Basemente! Basemente!” Uma maori respondeu à pergunta, em inglês, de uma outra brasileira sobre onde deveríamos ir. Na minha cabeça veio a angústia linguística, o que será isso? Porão! O porão, a brasileira logo informou. No meio de tudo aquilo, vi meu esposo ao lado de nosso amigo maori, ambos calmos e olhando para o céu em uma conversa atenta. Corri até eles e meu esposo disse: Espera! Quase morri. Estava com um bebê de um ano e meio nos braços, uma garotinha de 5 anos agarrada em mim e eu ainda tinha que achar o porão da nossa casa que ainda eu nem sabia onde ficava, e ele me diz: Espera! O que me restava? Esperei, e em poucos instantes, a ponta de nuvem em formato de cone que descia do céu, se ergueu e se desfez. Todos voltaram para suas casas tranquilamente e eu tive que buscar ajuda à um copo d’água com açúcar para me acalmar. Entramos e meu esposo, ainda em uma conversa calma e tranquila com nosso amigo pergunta a ele: Amigo, qual o lugar mais seguro da ilha? Isso eu entendi porque o plugin do inglês havia voltado depois que o desespero havia ido embora. A resposta inusitada veio acompanhado de um assovio musicado: On God’s Hands, bro! ” Fred me contou, mais tarde, que no assunto anterior ao acontecido, eles estavam falando dos inúmeros vulcões na região que são inativos, desde o mar até a pouca faixa de terra se tem por lá. Imagine o impacto que aquelas palavras tiveram em meu coração? On God’s Hands, bro! ”
Sabe, daí em diante, a palavra SOBERANIA passou a ter um outro sentido para mim. Vivemos o tempo todo estimulados a produzirmos, ganharmos, sabermos, entre outros verbos, em proporções gigantescas e que sugam nossa paz, nosso tempo e tudo aquilo que realmente faz sentido para nós, como nossas famílias, nossa paz, nossa saúde. Nunca teremos dinheiro o suficiente para tudo que queremos, porque assim que conseguirmos isso, buscaremos mais, e mais, e quanto menos tempo tivermos para o que realmente importa, menos tempo teremos e nos distanciaremos do centro que nos dá equilíbrio na vida.
Viver na dependência de Deus nos distancia dos conceitos consumidores e mortais dessa terra. Viver nas mãos de Deus, é perder o controle da nossa vida. Caminhar segundo o caminho que Ele tem, pode ser um sinal, para muitos, de uma loucura, um fanatismo, mas ainda assim é onde sempre paramos e voltamos. Ninguém tem tempo nem dinheiro o suficiente para ter saúde quando a enfermidade bate em sua porta, ou o desespero ou a fé baterão nela também diante de uma situação assim. Quando a calamidade nos encontra e não sabemos para onde ir, a saída deve ser On God’s Hands, bro! ”
E para concluir tudo isso, em Eu e minhas coisas, fixo aqui palavras eternas que selam a minha fé.
10 pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.
11 Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão.
12 Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas.
13 Diante de Deus, que a tudo dá vida, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos fez a boa confissão, eu lhe recomendo:
14 Guarde este mandamento imaculado, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo,
15 a qual Deus fará se cumprir no seu devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores,
16 o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém.

1 Timóteo 6:10-16

Em adoração e gratidão eu digo, o melhor lugar para se estar é, realmente na MÃOS DE DEUS IRMÃO!

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