Dias esquisitos... acho muito
ruim não fazer as coisas que eu sempre faço com naturalidade, pior ainda quando
isso é impositivo. Alguém impôs que não posso sair de casa, não posso
trabalhar, nem abraçar pessoas (e isso é mais difícil ainda). Sair se protegendo
do que não se pode ver, se defender de algo invisível, mas totalmente nocivo e
até mortal, traz desespero e incertezas.
Mando meus filhos ficarem
quietos em casa e se distraírem para passar o tempo na internet, TV, vídeo
game, séries... essas coisas que colocam crianças e adolescentes “quietinhos”;
mas na verdade, a internet e TV tem me inquietado mais ainda com as piores
informações sobre o “mal invisível” que temos que evitar. Muitas são as
instruções, informações mais detalhadas do problema, e isso só piora dentro da
minha cabeça, daí começo a enfrentar outro mal invisível, o medo. Esse sim,
parece corroer a mente e coração. Começo a ter palpitações e me sinto tão
insegura que não vejo outra solução que não seja me angustiar mais ainda e
buscar saídas para amenizar os problemas que tudo isso pode gerar. Outra coisa
que tenho recebido são vídeos e mensagens de ânimo e fé que tudo vai passar.
Assim espero mesmo. Mas nada disso parece me consolar. Até que acordei um dia e
percebi que a palavra fé era algo que eu não vinha praticando de fato, somente
diante da minha inútil religiosidade é que eu vinha me recordando dela, e então
percebi ali, parada, minha fonte de inspiração e “crença” na fé genuína. Minha
bíblia estava exatamente onde a deixei a uma semana atrás. Depois de uma noite
conturbada, sonhos péssimos, angustia que não me deixava concluir a noite
inteira de sono por que meus medos me cercaram com minha imaginação
terrivelmente fértil, resolvi levantar e me agarrei à minha fé genuína.
Levantei para orar. Sim orei porque não vi nenhuma solução onde eu me
encontrava. Resolvi, ao final de minha oração, ler as palavras eternas e sem
procurar muito, saltaram diante de mim: “Vida e beneficência me concedeste e o
teu cuidado guardou o meu espírito” e ainda “Vigiai em todo tempo, e orai para
que sejais havidos por dignos de escapar de todas estas coisas que hão de
acontecer, e de estar em pé diante do Filho do Homem.” Daí dá pra imaginar como
meu dia foi de perfeita paz e tranquilidade, só que não. As mensagens
continuaram chegando e cada vez mais terríveis. Encaminhei aos amigos,
familiares, orientações e cuidados importantes para nos protegermos mais do
terrível mal que assombrava meu coração e parecia estar assombrando toda
humanidade também. De repente, recebi como resposta de uma mensagem que enviei,
uma linda canção de um sobrinho meu; canção esta que me reportou para o texto
bíblico e me encheu de PAZ! O Pedro nem faz ideia de como a simplicidade dele e
sua posição serena me levou ao melhor lugar onde um poderia estar, o lugar da
adoração.
Adorar à Deus no meio da
adversidade é algo que aprendi a muito tempo e por muitas vezes consegui
exercer, mas dessa vez, está sendo especial! Adorá-Lo em todo tempo, é um
exercício da minha fé. Percebi o quanto a adoração me fortalece, e isso não tem
nada haver comigo ou com toda essa situação, e sim, tem a ver com quem Ele é e
isso faz toda diferença entre os invisíveis. Ele (Deus), quem não posso ver, é
maior que o mal que também não vejo, e mais, tem o controle de todas as coisas
em suas mãos. Já sabia de tudo antes mesmo de acontecer e ainda, escreveu tudo
isso para que Ele mesmo seja exaltado em mim e quero fazer isso através da
minha adoração.


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